DIA DA VACINA BCG.
A vacina contra Tuberculose surgiu no ano de 1920, em Paris, sendo chamada de BCG, que significa Bacilo de Calmette e Guérin, em homenagem aos dois cientistas que a desenvolveram. Foi utilizada pela primeira vez em 1921 sob a forma oral, hoje em dia abandonada.
Utiliza um bacilo semelhante ao causador da doença, capaz de desenvolver a imunidade na pessoa que a recebe sem o risco de causar doença.
Apesar de sua ampla utilização não foi capaz de eliminar a doença em nosso meio, já que a vacina tem excelente eficácia na redução das formas graves da doença (tuberculose do sistema nervoso, pulmonar disseminada, óssea), porém a efetividade na redução dos casos simples pulmonares não é a ideal. Num futuro próximo deveremos contar com novas vacinas capazes de prevenir de forma mais importante a doença.
Aplicação
Atualmente é aplicada por via intradérmica no braço direito. No local aparece um pequeno inchaço (pápula) que desaparece em alguns dias. Cerca de 4 a 6 semanas após surge uma inflamação local que evolui para uma pequena ferida que poderá apresentar uma secreção amarelada, evoluindo depois para crosta e cicatrização, deixando uma marquinha no local. Durante esse período recomenda-se apenas o uso de água e sabonete para limpeza sem necessidade de medicação ou curativos.
Funcionamento
A aplicação da vacina irá substituir a infecção natural, que é grave, por uma infecção artificial e inofensiva, através da inoculação de bacilos vivos atenuados, criando uma resistência do organismo contra possíveis infecções com o bacilo selvagem. Ela protege principalmente contra a disseminação sanguínea responsável pelas formas mais graves da doença.
Quando vacinar
A vacinação deve ser aplicada o mais precoce possível de preferência ainda no berçário, pois a contaminação e a infecção pela bactéria ocorrem precocemente em nosso meio.
Reações
A única reação é local dificilmente com o aparecimento de febre ou outros sintomas gerais.
Vacina do Carimbo
Existe hoje em dia outra forma de aplicação chamada de BCG percutânea, técnica desenvolvida pelos japoneses, cuja diferença básica é a menor possibilidade de reação local e, portanto, menor chance de aparecimento de cicatriz. A recomendação do Ministério da Saúde do Brasil é de se utilizar a via intradérmica, que tem demonstrado ser a mais efetiva.
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